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Vacinação avança, mas a variante ômicron também

 

Analisando-se os dados recentes da Covid-19 na Feira de Santana, percebe-se que o município segue na mesma toada. Por um lado, a vacinação avança e os números são superiores até à média nacional. Por outro lado, a altamente contagiosa variante ômicron espalha-se com velocidade impressionante, embora a quantidade de óbitos e internações esteja bem aquém das ondas anteriores da doença.

O vacinômetro mantido pela prefeitura informa que, até ontem (09), 531,1 mil pessoas havia iniciado o esquema vacinal com a primeira dose. Isso corresponde a aproximadamente 85% do total da população feirense, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, em 624,1 mil pessoas no ano passado. O salto recente se deve ao início da vacinação infantil.

Completaram o esquema vacinal – com as duas doses ou com o imunizante de dose única – 468,8 mil feirenses. É um número significativo, cerca de 75% da população. O que segue precisando avançar é a dose de reforço, que até aqui só chegou a 130,2 mil pessoas ou 20,9% dos feirenses.

Apesar do negacionismo vigente, dos delírios sobre os imunizantes e da incompetência no Planalto Central para a compra e distribuição das vacinas, os feirenses estão de parabéns pela disposição de buscar a imunização. Também merecem congratulações pelo esforço e competência os profissionais da saúde que estão na linha de frente. Sem o Sistema Único de Saúde – o SUS que alguns maníacos querem privatizar – seria o caos.

As boas notícias no front da vacinação, porém, não se observam no que se refere à circulação da variante ômicron. Em três dias – de segunda a quarta – foram 2.336 casos confirmados e o número de pacientes internados já alcança 50. Nada menos que 12,6 mil pessoas estão em isolamento domiciliar. As informações constam no boletim da Secretaria Municipal de Saúde e se referem à quarta-feira (09).

Como se sabe, os governantes estão de olho na eleição e, provavelmente, não vão adotar medidas restritivas para conter a circulação do vírus, como diversos países da Europa fizeram recentemente. Pode desagradar o eleitor, devem imaginar. Vive-se, portanto, o salve-se quem puder. Para se salvar, é imprescindível usar máscara, álcool em gel e evitar aglomerações. Evitar aglomeração é o mais difícil, porque tudo funciona como se a pandemia já tivesse acabado.

Tomara que ocorra aqui o que se observou em outros países: após a veloz disseminação do vírus, uma queda também acelerada. Para isso, a vacinação ajuda, mas a fantasiosa normalidade, não. Qual é o custo desta contradição? O recrudescimento dos óbitos e das internações de pacientes graves.

É menos do que já foi no passado, vá lá. Mas são vidas que se perdem todos os dias. Perdas que poderiam ser evitadas.

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