É recorrente no jornalismo a crônica sobre a falta de assunto. Muita gente já escreveu sobre o tema, explorando crises passageiras de criatividade. Rubem Braga, por exemplo, notabilizou a falta de assunto num dos seus textos imortais. Outros tantos tentaram, com variados graus de sucesso. Por outro lado, não sei se já circulam por aí crônicas sobre o excesso de assunto. Os últimos dias, por exemplo, tem sido prenhes de grandes novidades. Está difícil abordar uma questão de cada vez. Neste cardápio amplo dos últimos dias, escolher um assunto só, investir nele e dele extrair um texto pode gerar mais frustração que, propriamente, contentamento, sensação de dever cumprido. Afinal, o que não falta é assunto. O cronista local, por exemplo, pode esmiuçar inúmeros tons da infindável peleja entre o Executivo e o Legislativo feirenses. Matéria-prima não falta, Deus seja servido. Caso expanda os horizontes, conectando-se a Salvador – imagino o mar belíssimo nesses dias que antecedem o...