A exemplo do que acontece em cidades antigas do Brasil e de outros países latino-americanas, La Habana Vieja apresenta um descuidado aspecto de abandono. Prédios vistosos em ruínas, outros se decompondo em múltiplas cores de pinturas superpostas, outros ainda sustentados por precárias escoras de madeira que denotam um esforço de preservação. Durante a manhã a luz alegre do sol choca-se frontalmente com as fachadas e, em alguma medida, atenua os efeitos do tempo e da escassez de recursos para a preservação; à tarde, porém, a luz alaranjada e débil empresta um tom melancólico aos antigos casarões, projetando sombras reais e imaginárias. É constrangedor examinar esses imóveis antigos. Centros históricos com manutenção precária lembram mulheres que um dia foram belas, mas que perderam a formosura da juventude. Que dizer? Recuperarão, um dia, a beleza de outrora num desses milagres científicos? É improvável que ocorra. Enquanto a palavra adequada de conforto doideja na mente,...