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Um pouco da História da Catedral de Senhora Santana

Amanhã (26) os católicos feirenses celebram o dia consagrado a Senhora Santana. A devoção é antiga e, no passado, mobilizava toda a cidade, embora, ainda hoje, siga revestida de importância e represente uma das datas mais significativas no calendário do município. A Catedral de Senhora Santana – que fica na antiga Praça da Matriz – abriga parte importante dos festejos, inclusive a novena que antecede a festa. O monumento integra o patrimônio arquitetônico da Feira de Santana e também se destaca como um dos mais bem conservados. O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura da Bahia – o IPAC – registra que, em 1732, o tenente Domingos Barbosa de Araújo e sua esposa, Ana Brandão, doaram “cem braças em quadra”, no terreno no Alto da Boa Vista, para que se erguesse uma capela a Santana e a São Domingos. A escritura pública foi lavrada em 28 de setembro daquele ano, em cartório do atual município de Cachoeira. Em 1833 uma nova igreja tinha sido erguida ao lado da então “igreja velha”. ...

Coreto da Froes da Motta vai completar 100 anos

Depois de construir o casarão que hoje abriga a Fundação Cultural Egberto Costa, em 1902, o intendente Agostinho Froes da Motta determinou, em 1919, a construção do coreto na atual praça Froes da Motta. Até hoje a construção subsiste, contracenando com as palmeiras imperiais que vão, aos poucos, morrendo, e com os oitizeiros frondosos que abrigam incontáveis pardais que chilreiam de maneira incessante nos inícios de manhã e fins de tarde. Ano que vem – vale ressaltar – o coreto completa um século. A descrição do equipamento está em publicação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, o IPAC: “Coreto constituído de uma base de alvenaria de pedra da qual partem oito colunas metálicas que apoiam a cobertura do mesmo material”. No criterioso documento consta que o coreto original “foi prejudicado pela substituição de sua primitiva escada por outra, de concreto armado, modificando a volumetria do monumento”. A função original do monumento é essencialmente ligada à cultu...

Casarão da Froes da Motta tem inspiração alemã

Daquilo que ainda resta do rico patrimônio arquitetônico da Feira de Santana se destaca o casarão do intendente Eduardo Froes da Motta. O imóvel fica na rua General Câmara, aquela que liga as praças Froes da Motta e Nordestino, no centro da cidade. A construção é antiga e imponente: quem transita ali, pela rua estreita, não deixa de se impressionar com o porte, com os detalhes caprichados, com o padrão difícil de se ver no município, mesmo na primeira metade do século passado. Não é para menos: quem teve a iniciativa da construção foi Agostinho Froes da Motta, em 1902. A ideia surgiu depois de uma viagem a Hamburgo, na Alemanha, quando decidiu fazer uma casa com planta equivalente. No ano seguinte o imóvel estava pronto. A responsabilidade pela construção ficou com o mestre de obras João Pascoal dos Santos. Em 1922 Agostinho morreu e o imóvel foi herdado pelo filho, Eduardo. No ano seguinte Eduardo e a família passaram a residir no imóvel. Data da época uma série de intervenções: ...

Três enredos paralelos na sucessão presidencial

Há muita novidade na praça aqui na Feira de Santana. Mas 2018 é ano eleitoral e, portanto, o noticiário nacional – sobretudo o político – às vezes se sobrepõe aos apelos provincianos. Logo, é inescapável mencionar as grandezas – e torpezas – que se processam na luta pelo Planalto Central. Examinando aqui da província, percebe-se que três enredos paralelos vão se desenvolvendo na sucessão presidencial. Nada impede que se entrelacem – se mesclem, até – e, quem sabe, produzam uma fusão, um amálgama que reduza a quantidade de cenários relevantes. O mais longevo e o mais pitoresco deles envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). Preso desde abril, segue sustentando uma candidatura que embaralha o pleito. Pelos imbróglios com a Justiça, é pouco provável que o líder petista confirme sua candidatura. De um lado, ele desperta uma comovente crença na sua imaculada honestidade; do outro, espanta pelo ódio que provoca naqueles que anseiam, até mesmo, o seu extermínio físico...

Crise econômica provoca abandono e obas inacabadas em Feira

A crise econômica que os brasileiros – e feirenses – vêm enfrentando não deixa suas marcas apenas nas pessoas. É claro que a dimensão humana do drama tem mais apelo: quem pena com o desemprego e a compressão na renda enfrenta um cotidiano traumático, descartando tudo aquilo que não é essencial – sobretudo os pequenos confortos que tornam a vida menos áspera – e isso, indiscutivelmente, deixa sequelas, provoca choques, afeta a autoestima. Outros enfrentam realidade ainda pior, suprimindo sonhos e, muitas vezes, enfrentando o dia a dia sem o mínimo essencial para a subsistência. Isso é apenas uma das dimensões do drama da recessão. Ele possui outros recortes, às vezes muito mais visíveis. Um deles é o estado do patrimônio imobiliário. A observação, ampla, se estende às construções de toda natureza: desde os modestos casebres da periferia feirense às grandes empresas abalroadas pela crise, passando pelas residências de classe média e pelo comércio da cidade, incluindo-se aí aqueles do ...

O salto no escuro

Faltam, precisamente, 85 dias para as eleições presidenciais no Brasil. Desde a redemocratização que o País não vive sob tanta confusão política. Líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula (PT) permanece preso em Curitiba: tudo indica que não vai concorrer. O segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), investe em uma alarmante retórica beligerante. Segundo a análise convencional, ambos se situam nos extremos ideológicos, à esquerda e à direta, respectivamente. Para o bem do Brasil – alega-se – é necessário trilhar o “caminho do meio”, escolhendo um candidato mais alinhado com o suposto “centro” ideológico. Essa faixa está congestionada: Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e vários nanicos acotovelam-se, apesar de repisarem a necessidade de união e convergência. Flutuando, Ciro Gomes (PDT) empenha-se para atrair o “Centrão” – aqueles empedernidos governistas, entusiastas do balcão, ex-liderados pelo atual presidiário Eduardo Cu...

Degradação do Centro de Abastecimento favorece remoção

A degradação do Centro de Abastecimento vem se acentuando há algum tempo. Os visitantes mais atentos apontam a sujeira disseminada, a insegurança alarmante e a deterioração geral da infraestrutura como problemas crônicos que se acentuaram nos últimos tempos. Para completar, as obras do badalado shopping popular implicaram na colocação de tapumes metálicos que restringem a circulação e produzem poeira nos dias de sol e muita lama nos dias de chuva. Quem se locomove pelo entreposto vive assustado. Sobretudo naquele galpão intermediário aonde se amontoam os varejistas de verduras e legumes. Escuro, sujo e malcuidado, o espaço se tornou refúgio para a malandragem, que circula por ali sem maiores embaraços. Feirantes e consumidores exibem feições assustadas, porque os riscos de ações violentas, como roubos e agressões – e até assassinatos – são evidentes. É longo o histórico de descaso com o equipamento. As calçadas por onde circulavam os pedestres já não existem há muito tempo, destru...