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Auxílio Brasil cresceu, mas famílias em vulnerabilidade também

 

Aumentou o número de famílias beneficiárias do Auxílio Brasil aqui na Feira de Santana, o sucedâneo do Bolsa Família, rebatizado às vésperas das eleições presidenciais para alavancar a candidatura de Jair Bolsonaro, o “mito”. Chegou a exatas 68.063 famílias beneficiárias em agosto. No mês anterior eram 61.732. O valor médio do benefício também subiu: passou de R$ 401,02 para R$ 600,95, confirmando o reajuste amplamente anunciado. Em agosto, foram desembolsados R$ 40,7 milhões em benefícios, incluindo os diversos penduricalhos.

É bom lembrar que esse novo valor só está garantido até dezembro, enquanto durar o “estado de emergência” aprovado sob encomenda para impulsionar o projeto reeleitoral do “mito”. A finalidade da manobra – arquitetada pelo “Centrão” no Congresso Nacional -, foi reduzir a rejeição entre os mais pobres.

Objeto de amplo estardalhaço midiático, o festejado Auxílio Gás segue contemplando poucas famílias necessitadas no município: somente 1.201 foram atendidas em agosto, acréscimo irrisório em relação a junho (1.149) e a abril (1.025). O benefício também foi vitaminado até o final do ano: será mensal – antes era bimestral – e houve reajuste, com o valor alcançando R$ 110. No total, foram aplicados R$ 132,1 mil na iniciativa.

Se a quantidade de beneficiários subiu, cresceu também o número de famílias inscritas no Cadastro Único. Em junho, totalizaram 145.880. No levantamento anterior, eram 139.899. Esse cadastro serve para a concessão de uma série de benefícios, além do Auxílio Brasil, a exemplo da tarifa social de energia elétrica e o benefício de prestação continuada, o BPC.

O que é que esses números sinalizam? Que, apesar do aumento transitório dos benefícios – ressalte-se, sempre, que os atuais valores só estão garantidos até dezembro – a vulnerabilidade social também cresce, o que o Cadastro Único atesta. Solução definitiva – e sustentável – só virá, portanto, quando a economia de fato voltar a crescer, com o mercado de trabalho absorvendo parte da população que, hoje, em dificuldades, depende desses benefícios.

Apesar de pouco discutida, a retomada da economia é uma questão crucial no momento. Vereda de prosperidade e desenvolvimento só existem, até aqui, nos constrangedores delírios da equipe econômica do “mito”, que parece tão distante da realidade quanto o próprio “mito” e seus acólitos. É bom prestar atenção na agenda econômica dos candidatos para descobrir como pretendem retirar o Brasil desse atoleiro.

Apesar da algazarra oficial festejando a redução – momentânea – da inflação, esta segue avançando entre os mais pobres, impulsionada pelos preços dos alimentos. No fundo, o alívio é transitório e tende a ser corroído com o tempo. É complexa a encruzilhada em que o País se encontra, mas mais complicada ainda para os mais pobres.

A única certeza é que continuar gritando “mito” não vai resolver nada...

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