Apesar das nuvens acinzentadas que cobriam o horizonte, ontem (21) o crepúsculo em Feira de Santana foi espetacular. Longo, repleto de cores e tons imperceptíveis que a monótona iluminação elétrica costuma embaçar. Aos poucos, à medida que as últimas luzes do dia se diluíam na amplidão, o casario feirense foi sendo envolvido por uma densa penumbra acinzentada que os faróis dos carros feriam fragilmente. Até a sinfonia das cigarras soou diferente no entardecer de ontem. Quando a noite caiu em definitivo, estrelas improváveis – muitas delas habitualmente ofuscadas pela iluminação urbana – despontaram no céu. A lua, crescente, destacava-se com muita nitidez. No final da tarde, provocava intenso efeito estético sob o céu azul, puríssimo, de verão, apesar de o calendário assinalar o início do outono. Até o decalque daquela porção da lua encoberta pela sombra era visível, invocando mistérios milenares. O céu perdeu aquele tom escuro – mas esverdeado – das noites feirenses e um pretume i...