Vi, há pouco, meninos soltando fogos numa rua secundária da Queimadinha. Eram algumas bombas – pouco mais que traques – que foram detonadas com aquela habitual empolgação infantil pelo período junino. Lembrei, até mesmo, da minha infância já longínqua. O entusiasmo era idêntico. Mas o arsenal de que dispunham era escasso: revezaram-se nas álacres detonações e, depois de alguns minutos, entraram em casa de novo. Crianças costumam aguardar o São João com ansiedade. Em grande medida, por causa da queima de fogos. Quem pode, se deleita desde antes, como os garotos que vi mais cedo. Só que a crise econômica decorrente da pandemia – e agravada pelas barbeiragens do desgoverno de plantão – impõe comedimento, hoje queima-se menos dinheiro com fogos. Imagino que, por isto, a diversão dos meninos foi intensa, mas curta. Notei que o espocar de fogos começou a se tornar mais comum no começo de maio. Nos finais de semana – sobretudo nas noites de sábado – é mais frequente, embora muito ma...