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Bahia de Feira confirma favoritismo e Fluminense surpreende e elimina Vitória

Pouca gente apostava no Fluminense de Feira na rodada de domingo (17) do Campeonato Baiano. Precocemente eliminada, a equipe ia apenas cumprir tabela contra um Vitória a um passo da classificação para as semifinais da competição. O jogo foi no estádio Barradão. Surpreendentemente, o time feirense foi melhor, conseguiu impor um 2 a 0 e, de quebra, eliminou a equipe rubro-negra e ajudou a aprofundar a crise administrativa na qual mergulhou o Leão da Barra. A vitória tem importância maior porque não é lá muito comum o Fluminense conseguir vencer o adversário no Barradão. O último triunfo tinha sido há quase dez anos: em 25 de março de 2009, o time feirense venceu por 2 a 1, também pelo Campeonato Baiano. De lá para cá, acumulou derrotas e empates eventuais. Mas, pelas circunstâncias, o triunfo do domingo teve sabor especial. Faz tempo que o Fluminense não vence o Vitória por dois gols de diferença em Salvador. A última vez aconteceu no longínquo 22 de janeiro de 1983, pela Taça de Pr...

Papo de dois feirenses sobre a crise

- O Fies não vai a cabar nunca! - Não vai? Já está acabando! Esse ano já diminuiu bastante! Essa peleja eu testemunhei no centro da Feira de Santana. O primeiro interlocutor entrou em êxtase logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Apostava naquele Brasil diferente que as mídias sociais do candidato anunciavam e defendia a “nova política” com ardor. Pelo jeito, suas convicções sofreram abalos consideráveis. Afinal, já abandonou a defesa enfática. O segundo, desde sempre, é um intrépido defensor dos governos lulistas. Coube a ele o desfecho do papo: - Tudo o que existe para o pobre vai acabar! Negro, pobre, morador da Rua Nova e torcedor do Fluminense de Feira, ele enumera sem dificuldade os benefícios da era petista para os mais pobres: a ampliação do Fies, os programas habitacionais, as políticas de transferência de renda – sobretudo o Bolsa Família – e os reajustes do salário-mínimo. Recita sem pestanejar porque foi aquilo que o beneficiou mais diretamente. Ou a seus ...

Alguns indicadores da qualidade de vida na Feira

Vive-se tempos de debates apaixonados, mas, em muitos casos, sem o amparo de números que garantam consistência aos argumentos. As informações disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, em seu site, ajudam a entender a realidade de cada município brasileiro. Inclusive aquelas relacionadas à qualidade de vida, tema recorrente nos dias atuais. A quantas anda, por exemplo, essa qualidade de vida na Feira de Santana? A análise de alguns dados permite deduções interessantes. Como todo mundo percebe circulando pela cidade, a arborização na Feira de Santana é uma lástima. O IBGE considera que 48,3% das vias atende esse requisito, ou seja, dispõe de algum arbusto para enfeitar a estatística. Na comparação, até aqui por perto, na microrregião, o município passa vergonha: é vigésimo num universo de 24 municípios; na Bahia, é o 321º entre 417; e, no Brasil, o vexame é muito maior: estamos num deplorável 4.188º lugar entre 5.570 municípios. Muitas ruas – sob...

Massacre será usado como pretexto para armar a população?

Nesta quarta-feira (13), dois jovens – um deles adolescente – entraram armados em uma escola de Suzano (SP) e mataram, a tiros, oito pessoas. Chocado pela tragédia, o brasileiro que acompanha o noticiário ainda teve que digerir as declarações dos atuais mandatários do País. Na era petista, qualquer derrapada era tratada com debochado estardalhaço. Agora, acumulam-se absurdos em série, sem reações, como se o despreparo de quem conduz o país fosse algo perfeitamente natural. O primeiro a se manifestar foi o vice-presidente da República, o general da reserva Hamilton Mourão. Insinuou que os “videogames” podem ter inspirado os assassinos. E sobre o acesso às armas? Disse que não eram legais e, portanto, o decreto assinado por Jair Bolsonaro (PSL), facilitando o acesso às armas, não tinha influência. Um militar de São Paulo, neófito no Senado, recorreu a absurdo maior: disse que, caso os professores estivessem armados – ou outro servidor qualquer –, a tragédia não teria acontecido. Pel...

Em Feira, já se vê pré-campanha pela cidade

“Fulano 2020” ou “Beltrano vem aí”. Adesivos do gênero já estão colados nos vidros de veículos que circulam pela Feira de Santana. Obviamente, manifestam intenções eleitorais vindouras. E não são exclusividade dos postulantes à Câmara Municipal daqui, mas também de municípios vizinhos. Quem conta nos dedos se espanta: faltam longos 19 meses até a boca da urna. Mais de um ano e meio. À primeira vista, é muita antecipação, sobretudo porque quem venceu as eleições de outubro passado mal tomou posse. Para completar, o Carnaval de 2019 foi tardio. Até domingo passado houve desfiles e apresentações de artistas em algumas cidades, prolongando o clima de folia e retardando o simbólico – e folclórico – início do ano. As mudanças recentes na legislação eleitoral talvez ajudem a explicar essa afobação. Acabaram, por exemplo, as coligações proporcionais. Consórcios partidários, a partir daqui, estão vetados: cada legenda que saia sozinha, tentando eleger o maior número possível de vereadore...

Bahia de Feira desponta e Fluminense decai

À primeira vista, o Campeonato Baiano 2019 – o “Baianinho”, que se estenderá, esse ano, por pouco mais de dois meses – está repleto de emoções. Afinal, os dois primeiros colocados são o Bahia de Feira e o Vitória da Conquista, duas equipes do interior; na sequência, aparecem o Vitória – mergulhado numa das maiores crises administrativas de sua história recente – e, fechando o grupo dos que se classificam para a próxima etapa, o Atlético de Alagoinhas. Só na quinta colocação aparece o Bahia, o atual campeão. O cenário é menos empolgante do que aparenta. Rebaixado para a Série B do Brasileiro ano passado, o Vitória vive um momento deplorável; e o Bahia – que não foge do padrão das exibições sofríveis – disputa a competição com uma equipe mista, sob o pretexto de que, neste início do ano, está envolvido em quatro competições. De uma delas – a Copa Sul-Americana – até já se despediu, eliminado por uma obscura equipe uruguaia. Agenda cheia, porém, não é pretexto para futebol medíocre. ...

Faces do aquecimento global na Feira

- Nunca tinha visto um temporal desses em minha vida – reagiu um morador do distrito da Matinha, depois da tempestade com rajadas de vento que caiu na localidade no mês de fevereiro. Foi imediato o sucesso das imagens da ventania nas mídias sociais. Efetivamente, foi uma tempestade impressionante. Semelhante, inclusive, à que desabou sobre a Feira de Santana logo na sequência, um ou dois dias depois. Os efeitos foram dramáticos: alagamentos, lama inundando casas, móveis destruídos, construções danificadas. O que espantou, na ocasião, foi a escala dos estragos. Há uns poucos dias uma te mpestade de raios desabou sobre o centro da cidade e nas cercanias. Choveu forte, mas rápido e quem circulou pelas estreitas artérias comerciais se espantou com a quantidade de raios. Os mais cautelosos não dispensaram o abrigo até o fenômeno se dispersar. As chuvas torrenciais e os raios são fenômenos pontuais. A constante é o calor indescritível que se arrasta desde meados do ano passado, com tr...