Fala-se pouco sobre a realidade rural da Feira de Santana. Em geral, a abordagem enfatiza as raízes agropecuárias do município, suas origens na chamada civilização do couro, que, lá nos primórdios do século XIX, deu impulso admirável à feira-livre. Esta, tempos depois, arrebataria a condição de uma das mais importantes feiras-livres do interior do País, consolidando a Feira de Santana como principal entreposto comercial do interior baiano. Nessa etapa, apesar da relevância do gado como produto, foi o conjunto da atividade mercantil que firmou-se no imaginário como elemento dinâmico. A partir dos anos 1960, com a implantação das primeiras grandes unidades industriais no CIS, a dimensão urbana afirmou-se de maneira irrefreável, relegando o rural e o agropecuário a um pl...