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Ainda o drama da seca

                O noticiário da última semana voltou a martelar o drama da seca na Bahia, inclusive exibindo a pouca intimidade das autoridades com o problema secular da região. Na imprensa, apenas em março do ano passado o problema ganhou o noticiário: emissoras de tevê, rádios, jornais e todo o universo digital soteropolitano registraram a estiagem que começava a se tornar mais aguda. Repercutiram as imagens dos animais abatidos pela falta de água e pastos e as longas incursões dos sertanejos à cata de água.                 Nos meses seguintes o noticiário eleitoral sufocou o drama da seca, que persistia. Pouca importância se deu às festas juninas mais magras dos sertanejos. Afinal, o negócio São João volta-se para as classes médias dos centros urbanos da Bahia, pouco expostas às intempéries climáticas. Depois, vieram as eleiçõe...

Vai haver aumento da passagem de ônibus em 2013?

                                 Em Salvador não vai haver aumento no valor da passagem em 2013. O anúncio foi feito pelo próprio prefeito ACM Neto (DEM), em entrevista à imprensa. Na capital, também começou a funcionar a primeira via exclusiva para ônibus – na avenida Vasco da Gama – com o objetivo de reduzir o caótico trânsito da capital e incentivar o uso do transporte público. Outra notícia alvissareira: ainda neste 2013 as empresas serão obrigadas a renovar a frota adquirindo ônibus com ar-condicionado. No domingo (31) também começou a vigorar a meia-passagem para quem paga em dinheiro.                 Nesses primeiros meses de governo ACM Neto não anunciou o “pacote de obras” que redimiria a capital baiana do seu trágico cenário administrativo nu...

O preço da farinha pela “hora da morte”

                            Produto tradicional na dieta do sertanejo, a farinha está com preços indigestos no Centro de Abastecimento da Feira de Santana: praticamente ninguém encontra o alimento por menos de R$ 4 e, em alguns casos, passa dos R$ 6,50. Também não há essa fartura toda: os incontáveis sacos que se sucedem no galpão de cereais, com opções multicoloridas e de diversas granulações, estão mais escassos. Os consumidores mais exigentes, aqueles com paladar mais refinado, sofrem diante das escolhas mais limitadas.                 Quando a oferta de farinha local declina, é comum importar o produto dos estados do Sul do Brasil, a exemplo do Paraná. A farinha transportada em longas viagens rodoviárias, no entanto, envelhece e perde parte do paladar e do cheiro caracte...

A UFRB, o Aviário e os pés de pavão

                O Aviário está entre os bairros mais carentes, além de ser um dos mais distantes do centro da Feira de Santana. O nome curioso se deve a um antigo projeto de criação de aves nas redondezas, que fracassou e foi extinto há muitos anos. Como recordação da iniciativa quase esquecida, ficou o nome do bairro. Parte da vizinhança do Aviário é indesejada: ali perto fica o Conjunto Penal, onde cumprem pena ou aguardam sentença centenas de presos da própria Feira de Santana e de municípios vizinhos. O principal acesso ao bairro se dá pela antiga rodovia entre a Feira de Santana e Salvador, a famosa “Feira-Bahia”. Também é possível acessá-lo através da BR 324, percorrendo também alguns quilômetros por uma estrada lateral, asfaltada há uns poucos anos. Ambas as alternativas, porém, envolvem longos trajetos, já que o bairro surgiu num local distante do município. Positivamente, o Aviário frequento...

Fogo no Buzu !!!

             A frase acima permanece em alguns muros da Feira de Santana, embora já se desfazendo pela ação do tempo. Mãos desconhecidas promoveram a pichação lá pelos idos de 2011, quando um ônibus foi incendiado na UEFS em circunstâncias nunca esclarecidas. Apesar do inquérito policial instaurado, nunca se soube quem ateou fogo no veículo e a mando de quem. O episódio deu origem a inúmeros comentários. O mais recorrente atribuiu o gesto a manifestantes – talvez estudantes – inconformados com o reajuste no valor da tarifa. Como os autores nunca foram identificados, o mistério permanece.             A expressão “Fogo no Buzu”, no entanto, continua atualíssima nesses primeiros dois meses de 2013. Afinal, dois ônibus pegaram fogo na cidade num intervalo de apenas 50 dias. No episódio mais recente, as chamas começaram no exato momento em que o veículo passava em frente à Pre...