Dezembro foi o pior mês da história do mercado de trabalho na Feira de Santana. Em trinta dias, evaporaram precisos 1.031 postos formais. O número é oficial, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No período, houve 23 dias úteis, descartando os sábados. Logo, o saldo foi negativo em 44,8 empregos diários; considerando as oito horas diárias da jornada de trabalho, houve assustadoras 5,6 demissões líquidas – o saldo entre admissões e demissões – a cada hora de trabalho. Qualitativamente, o mês foi implacável com o trabalhador: o desemprego se irradiou pelos mais diversos setores, alvejando um leque amplo de funções. Mas os mais prejudicados foram os serventes de obra (-115 postos) e os pedreiros (-82 empregos), mostrando que a crise devora, voraz, as oportunidades na outrora festejada construção civil. Mas outros segmentos também foram afetados: 73 operadores de telemarketing perderam suas ocupações; e o comércio varejista – que naquele mês costuma contratar – registrou saldo ne...