No início da tarde de ontem (29) recebi um vídeo que, segundo quem compartilhava, foi feito na cadeia de Altamira, lá no Pará, durante o massacre que vitimou 57 presos, na manhã do mesmo dia. Chegou logo depois que o assunto ganhou as manchetes de todos os sites e telejornais do País. É difícil encontrar palavras que traduzam o horror que se desenrola em ínfimos 17 segundos. Logo no começo é possível identificar o vozerio grosseiro, grave, típico dos espaços de confinamento. A câmera foca cinco cabeças dispostas junto a uma parede. É possível perceber que os decapitados são gente muito jovem. Um deles até exibe um corte da moda, estilo moicano, desses que a garotada adota com frequência. “É nóis, é nóis”, berra alguém, talvez o próprio cinegrafista. Depois aparece uma mão fazendo um gesto de celebração ou de deboche. Mais uma cabeça é lançada sobre as demais: um barbudo, com o rosto ensanguentado. Agora, só ali, são seis infelizes decapitados. A contabilidade oficial apurou 16 cab...