Estamos ainda nos estertores de julho, de frio constante e densos nevoeiros, mas a campanha eleitoral de 2018 começa a ganhar espaço no noticiário. A rigor, ainda é muito cedo: sob condições normais, somente no último trimestre as discussões se intensificam, para ganhar espaço crescente ao longo do ano eleitoral. O desastre no qual o País mergulhou – isso, ironicamente, ainda em 2014, logo após as eleições daquele ano – com entrelaçadas crises econômica e política, arrastando-se infindáveis, precipitam o anseio por novas eleições que podem começar a pacificar o Brasil. Lula, já condenado em primeira instância, pretende se lançar numa frenética caravana nos próximos dias, mobilizando os sertões do Nordeste. Faz isso para se contrapor à condenação, mostrar-se vivo politicamente e solidificar a aposta de que reúne as credenciais necessárias para apaziguar os espíritos. Dado o cenário atual, ninguém sabe se Lula representa solução ou ingrediente adicional para estender a crise a partir ...