A campanha eleitoral está sendo diferente em 2018. E não é só porque o líder das pesquisas na corrida presidencial está preso e inelegível – Lula (PT) permanece na carceragem da Polícia Federal em Curitiba – nem porque o segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), amedronta aqueles que alimentam apreço pela democracia e pelas instituições democráticas. É que as mudanças tocadas por Eduardo Cunha (MDB-RJ) – também preso – na pretensa reforma política realizada em 2015 engendrou um cenário novo. Uma mudança foi o encurtamento do tempo de campanha: passou de dois meses para apenas 45 dias, cerca de 30 deles de tempo de tevê. Outra foi o financiamento público como fonte exclusiva, o que reduziu o volume de dinheiro à disposição dos postulantes. Quem é rico, porém, pode se doar dinheiro à farta, o que a legislação permite. É, portanto, uma disputa fria, com vantagem inequívoca para os candidatos endinheirados. Aqueles muros multicoloridos, o mosaico de cartazes com semblantes rejuvenescido...