O cerco ao carro do prefeito Tarcízio Pimenta semana passada, na avenida Getúlio Vargas, foi apenas mais um capítulo na interminável novela sobre o sistema de transporte coletivo em Feira de Santana. Em 2009, a propósito, a novela tem sido muito mais agitada que nos anos anteriores. Afinal, antes um conselho anódino reunia-se para reajustar os valores com base em uma planilha esotérica e o prefeito limitava-se a sancionar, ante uma população que, passiva, acomodava-se à situação. Esse ano, no entanto, o enredo não se repetiu. Afinal, enquanto a população requebrava atrás do trio elétrico, em plena Micareta, o Conselho Municipal de Transportes (CMT) reunia-se para aprovar, sem queixas, uma proposta de reajuste acatada pelo Executivo sem maiores questionamentos. Quando se recuperou da ressaca momesca, o feirense descobriu que teria de desembolsar R$ 0,15 a mais por cada passagem nos ônibus da velha frota que o transporta pela cidade. A rasteira aplicada em todos se refletiu com maior ...