No dia 10 de janeiro de 1977 a Feira de Santana começou a perder um pouco de sua identidade. Naquele dia, os cerca de quatro mil barraqueiros que se espalhavam pelo Mercado de Arte e calçadões próximos, pela Praça João Pedreira e adjacências, mercadejando de um tudo, foram removidos para o novíssimo Centro de Abastecimento localizado no Parque Manoel Matias. A iniciativa compunha o Plano Local de Desenvolvimento Integrado, do então prefeito José Falcão da Silva. Acabava-se o lufa-lufa dos verdureiros das calçadas do Mercado de Arte, o cortar frenético dos animais nas bancas de carne verde, a exposição nas barracas de artigos de couro e barro, desaparecia o cheiro do peixe-frito que acompanhava as generosas doses de aguardente com ervas aromáticas, silenciaram os violeiros e repentistas e os vendedores de cordel de Lampião foram forçados a recolher seus produtos de papel pardo. A perspectiva, a partir daquela data, era de que o centro da cidade ganhasse ares modernosos. Sumiriam as bar...