Mais uma vez a Argentina enfrenta uma turbulenta crise econômica. Maurício Macri, o festejado presidente liberal que sucedeu a família Kirchner, não engrenou no poder. A promessa de inserir o País num novo ciclo prosperidade não saiu do papel. A pobreza cresceu assustadoramente nos últimos anos, os preços sobem de maneira vertiginosa e a insatisfação da população é crescente. Manifestações se sucedem, antecipando o clima das eleições que acontecem em outubro. Cristina Kirchner – a ex-presidente populista que deixou o posto há apenas quatro anos – desponta como favorita nas pesquisas até aqui. A virada liberal que alguns anteviam há quatro anos na América do Sul talvez sofra um severo revés no país platino, um dos mais relevantes do continente. Para complicar, Kirchner vai contar com um respeitável cabo eleitoral às avessas: Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o mandatário do Vale do Ribeira, que não para de meter o bedelho nas eleições do país vizinho. Governando o Brasil da arquibancada – c...