Exatamente no Carnaval em que o chamado Axé Music completa 30 anos, não se fala noutra coisa que não seja a revitalização da folia momesca em Salvador. As preocupações são justas: nos últimos anos, a festa baiana mergulhou em uma letárgica mesmice, enquanto os carnavais de Olinda, em Pernambuco, do Rio de Janeiro, e até de São Paulo, reinventaram-se, resgatando uma energia que a rotina e a previsibilidade arrefeceram. Embora a constatação seja quase unânime, as opiniões sobre o que deve ser feito são divergentes, até antagônicas, em alguns casos. Há quem atribua o declínio ao envelhecimento dos astros do Carnaval – muitos tornaram-se respeitáveis cinquentões – e à não renovação da constelação de estrelas; alguns enxergam culpa nos blocos outrora tão badalados e suas cordas excludentes; e há quem...