Uma das mais célebres frases do filósofo alemão Karl Marx diz que os fatos na história acontecem na primeira vez como tragédia e, na segunda, como farsa. Ele se referia ao golpe de Estado que levou Luís Bonaparte, sobrinho de Napoleão Bonaparte, ao poder na França no distante ano de 1848. Na Feira de Santana, a farsa do aumento das passagens de ônibus acontece todo ano, repetindo a tragédia que a inflação galopante tornou rotina há algumas décadas. A farsa, aqui, sempre ganha algum tempero de originalidade, fazendo jus à alegada criatividade inata do brasileiro. Esse ano, por exemplo, o reajuste não aconteceu durante as festas de final de ano, nem durante a Micareta, quando os feirenses estão em viagem ou militando na folia momesca. Também não houve, por enquanto, jogo de empurra, com o prefeito e o Conselho Municipal de Transporte (CMT) responsabilizando-se mutuamente pelo reajuste, como ocorreu aí há uns dois anos. O golpe agora foi ainda mais baixo. Na pauta do Conselho Municip...