Nas últimas três décadas, desde que a antiga feira-livre foi transferida do centro da cidade para o Centro de Abastecimento, muito se falou e se escreveu sobre os impactos que a remoção dos feirantes e camelôs provocou na cultura e no comércio da Feira de Santana. À época, artistas, intelectuais e jornalistas se manifestaram contra a medida vendida pela prefeitura como um passo em direção ao progresso. Alegavam, com razão, que a decisão matava parte da cultura feirense, forjada em milhares de feiras semanais que atraíam incontáveis viajantes para o mercadejar frenético. Os anos passaram, os protestos foram abafados pela decisão intransigente da prefeitura, mas o inconsciente do feirense aos poucos foi trazendo de volta a feira-livre adormecida para o centro da cidade. Não suspendeu o trânsito, ocupando ruas e avenidas, ganhou novas nuanças, mas retornou, ainda que sutil. Primeiro os vendedores de roupas e outros produtos ocuparam a rua Recife, que liga a Conselheiro Franco ao ...