Nos últimos anos tem sido constante a sensação de que a temperatura da Feira de Santana vem se elevando, particularmente nos meses de verão, entre dezembro e fevereiro. Nos dias escaldantes que antecedem as festas de final de ano, quando o centro comercial atrai milhares de consumidores diariamente e as ruas se transformam em verdadeiros fornos, a única sensação de frescor fica por conta do Papai Noel e da neve imaginária que circunda o bom velhinho nas vitrines. O calor que assola a Feira de Santana talvez não decorra do temido aquecimento global, que retornou ao noticiário com a fracassada conferência climática realizada em Copenhague, na Dinamarca, neste mês de dezembro. É possível que seus efeitos sejam localizados, decorrentes da ação humana sobre a cidade e seus arredores. Respostas a essa hipótese, contudo, somente os especialistas podem oferecer. Boa parte das cidades brasileiras – e nordestinas, em particular – foi se expandindo ao longo dos anos sem maiores preocupações c...