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Semana esportiva agitada


Duas notícias movimentaram a semana esportiva na Feira de Santana. A primeira delas – e que até não chegou a surpreender – foi a exclusão do município como uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014. A segunda foi a surpreendente virada do Bahia de Feira sobre o Vitória, domingo, no Barradão, encerrando um jejum feirense de 42 anos sem títulos estaduais. O último fora conquistado pelo Fluminense, no longínquo 1969 e, certamente, poucos feirenses recordam.
Acomodar seleções que disputarão o Mundial de 2014 seria uma excelente oportunidade para Feira de Santana atrair alguns investimentos em infra-estrutura, tão necessários ao município. Serviria também para qualificar a mão-de-obra feirense, dinamizar a economia local durante a competição atraindo visitantes e assegurar uma rara e positiva visibilidade em muitos países.
Os movimentos com esse objetivo foram muito tímidos. Fez-se uma sessão na Câmara Municipal, ano passado houve outro evento para discutir as vantagens da competição para o município, mas não se sabe se foram elaborados projetos ou até onde foi o empenho para colocar a Feira de Santana no circuito da competição. Talvez mais ação e menos reunião produzissem efeitos benéficos.
Embora seja difícil estimar, com certeza milhões de reais seriam injetados na economia do município, centenas de empregos teriam sido gerados e a Feira de Santana disporia de uma oportunidade de alcançar projeção que, com certeza, não vai se repetir por décadas.

Bahia de Feira

O planejamento que faltou à prefeitura no episódio da Copa parece que sobrou ao Bahia de Feira campeão baiano de 2011. Semifinalista em 2010, começou vencendo o Torneio Início de 2011 e, desde o começo, sinalizava que teria lugar cativo pelo menos até as semi-finais. A excelente campanha do time feirense lançou Bahia e Vitória numa das semi-finais e pavimentou o caminho do “Tremendão” à final.
Sem dúvida o empate do primeiro jogo esfriou os ânimos dos torcedores esperançosos. É antigo o script dos times do interior que eventualmente chegam à final e acabam intimidados na segunda partida, em Salvador. Para alegria da torcida feirense, o Bahia de Feira repetiu o feito do Colo-Colo em 2006 e ficou com o título.
Aliás, o Colo-Colo foi o pioneiro na quebra da hegemonia da dupla Bavi. Afinal, logo em seguida surgiu o Vitória da Conquista que, inexplicavelmente, não ficou com o título em 2008, sofrendo uma imprevisível goleada do claudicante Bahia, que ajudou o Vitória a levantar a taça. Em 2011, o Bahia de Feira reforça a escrita do Colo-Colo.

Futuro

Caso permaneça fazendo boas campanhas, o Bahia de Feira tende a conquistar a simpatia crescente dos feirenses, já que o Fluminense está estagnado há décadas. Uma sinalização positiva em termos de futuro é o interesse anunciado pela diretoria do “Tremendão” de ascender à Série C do Brasileiro, já que está credenciado a disputar a Série D em 2011.
Assegurar presença na Série C, mantendo a equipe com calendário ao longo de boa parte do ano, é essencial para repetir boas campanhas no estadual. Equipes de outros estados – inclusive os nordestinos – valorizam a competição nacional e alcançam bons resultados. É o caso do Salgueiro, de Pernambuco, que garantiu vaga na Série B neste ano de 2011.
O desempenho do time pernambucano é um estímulo para que cidades nordestinas de maior porte, como Feira de Santana, valorizem e prestigiem suas equipes de futebol. Bons resultados exigem, além de competência, planejamento. No caso do Bahia de Feira, planejamento parece ser o que não tem faltado, inclusive em relação ao homônimo da capital...

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