Depois de muita polêmica, foi enfim aprovado na semana passada o valor do novo salário-mínimo, fixado em R$ 545. Para além de toda as divergências decorrentes do percentual a ser aplicado, o mais importante foi o fato que, enfim, o Brasil começar a ter uma política consistente e previsível de reajuste, com vigência programada para pelo menos quatro anos. Mais do que uma sinalização de clareza em relação às contas públicas para o próximo quadriênio, a adoção da regra facilita a vida do trabalhador e permite aos empresários programar investimentos e projetar a contratação de mão-de-obra. Nos estados e municípios mais ricos o salário-mínimo não constitui uma referência muito utilizada, já que normalmente se paga mais aos trabalhadores. Os trabalhadores mais qualificados, por sua vez, dispõem de renda mais elevada e não necessariamente utilizam o salário-mínimo como referência em negociações salariais. O salário-mínimo, no entanto, constitui referência importante – e em muitos casos única ...