A imprensa brasileira noticia que amanhã (24), na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Jair Bolsonaro, o “mito”, vai fazer um discurso para tentar mudar a imagem do Brasil lá fora. O noticiário insinua que as palavras vão produzir um efeito mágico: diluirão a fumaça das queimadas, as ações de desmonte dos órgãos ambientais, o descaso e o desrespeito com o meio ambiente, uma das marcas da desastrosa gestão iniciada em janeiro. A questão é que, lá, na plateia, não estará um crédulo magote de piraquaras brazucas. O “mito” passou décadas arrotando macheza. Na campanha eleitoral, esbravejava aqui ou ali, cercado da tradicional claque. Só que acabou salvo dos debates por uma facada providencial. Mas, quando assumiu a presidência da República, os brasileiros tiveram noção exata de suas constrangedoras limitações. Bastaram uns poucos dias para se perceber que o ex-capitão não tem credenciais nem para despachar certificado de reservista em Tiro de Guerra...