Domingo é o dia mais recomendável para se descobrir como vive um povo. Como se divertem, como são os momentos de descontração, como se relacionam com amigos e familiares. Domingo em Havana surpreende o desavisado viajante de País capitalista: as pessoas se dedicam ao ócio de maneira muito similar àquilo que se vê nos arredores latino-americanos. Ao longo do Malecón bebem-se generosas doses de rum, passeia-se com crianças endiabradas, adolescentes flertam com intenso alarido, casais de mãos dadas inspiram-se sob o sol cálido e o mar tranqüilo. No final da tarde, um intenso burburinho toma conta das imediações do Hotel Nacional: formam-se filas, fala-se aos berros e extravasa-se a alegria do encontro, dali a instantes, com a exibição de um filme de Batman. Contenho a marcha, examino atentamente o cartaz exposto na entrada: Batman, de fato. Os bêbados cubanos são tão chatos quanto seus similares brasileiros: à beira-mar um deles, entupido de rum, vocifera, esbraveja, baba e d...