Embora o retorno do Brasil à normalidade democrática esteja completando um quarto de século neste mês de abril (são, portanto, 25 anos) parece que muitos ainda não se habituaram ao sentido da palavra e, sobretudo, ao exercício de torná-la corriqueira. A reunião do Conselho Municipal de Transportes (CMT), às vésperas da Micareta, atropelando qualquer possibilidade de discussão com a sociedade e visando atender com presteza o sindicato patronal das empresas de ônibus é uma demonstração de que ainda se precisa avançar muito para consolidar práticas democráticas no Brasil. Marcar uma reunião às vésperas de uma festa com feriado prolongado, com o claro objetivo de atenuar a repercussão negativa junto à população é de uma baixeza e de uma covardia difíceis de descrever. Mas piores, muito piores, foram as notas da prefeitura defendendo intrepidamente os interesses dos barões do transporte na Feira de Santana. Ocupando a condição de vanguarda do atraso em relação a muita coisa, a Bah...