Foi aplaudido com efusão o envio da reforma administrativa pelo Executivo para o Congresso Nacional em meados da semana. O projeto vinha sendo cobrado com veemência pelos ventríloquos do “deus mercado” e por aquela parcela da imprensa que vocaliza o liberalismo pueril que viceja por aqui. Não pretendo entrar nos detalhes da proposta – mesmo porque muita gente já o fez – mas alguns aspectos que passaram despercebidos precisam ser ressaltados. Só os ingênuos foram surpreendidos pela decisão de Jair Bolsonaro, o “mito”, de poupar a elite do Judiciário, os amigos militares – esta casta altamente privilegiada – e os parlamentares. Muitos ainda não perceberam, mas a “modernização” do Estado pretendida pelos histriônicos liberais tupiniquins, no fundo, não passa de um vexatório retorno à República Velha, aquela que vigorou sob a tutela militar até 1930. A sabedoria encastelada no Planalto Central pretende “flexibilizar” a estabilidade dos servidores, acrescentando novos regimes jurí...