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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

Violência banalizada pode conduzir ao rearmamento

                           Um dos desdobramentos da escalada de violência que a Bahia vive desde a última semana  com o motim da Polícia Militar deve ser o rearmamento da população. No mínimo, as consagradas cenas de pessoas entregando suas armas em postos de recebimento devem sofrer um refluxo considerável. Afinal, a matança indiscriminada de mendigos, as armas apontadas contra mulheres obrigadas a descer de ônibus em avenidas movimentadas de Salvador, os saques e os arrastões e os tiros deflagrados contra agências bancárias são típicas de países mergulhados no caos que antecede os golpes de Estado.             Nada mais natural, portanto, que o cidadão indefeso e acuado em casa resolva preservar o revólver que mantinha guardado no guarda-roupas e desista de contribuir para a campanha do desarmamento;...

Violência na agenda eleitoral de 2012

               Há cerca de um ano escrevemos um artigo nesta mesma Tribuna Feirense apontando que o número de homicídios na Feira de Santana estava se expandindo a taxas decrescentes e que, em algum momento, seria alcançada uma estabilidade nos números. Nesse mesmo texto indicávamos que, a partir de então, poderia haver declínio, mas a um preço que não permitiria comemorações: afinal, o número de pessoas assassinadas a cada ano no município alcançou a absurda taxa de um assassinato por dia, em média. Isso numa cidade com cerca de 550 mil habitantes.             Os números divulgados pela Secretaria da Segurança Pública referentes à violência na Bahia em 2011, em parte, confirmam esses prognósticos. No ano que se encerrou houve relativa estabilidade na quantidade de assassinatos em relação a 2010, mas o importante é visualizar a série histórica: nessa, em cerca d...